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Escrito com Estrelas: Alan Arkin


Morreu Alan Arkin

Tenho gratidão por tê-lo conhecido.

Agradeço a Bárbara Thompson por nos ter conectado.

E vou contar como este "bom encontro" fez toda a diferença na minha prática profissional.


1997

Ele veio ao Rio participar do filme "O que é isso companheiro?", de Bruno Barreto, fazendo o papel do embaixador americano (Charles Elbrick) que foi sequestrado por guerrilheiros de esquerda, em setembro de 67, em plena ditadura militar no Brasil.



Fomos até o seu quarto no Copacabana Palace onde estava hospedado.

Recebeu-nos com muita cordialidade num certo tom de formalidade, por mais que estivesse de camiseta branca e bermuda tipo verão carioca, completamente à vontade, informal despojado de qualquer personagem.


E eu não sabia que estava diante de uma das maiores celebridades dos palcos da Broadway e das telas de Hollywood.


Na minha ingenuidade fui descrevendo o seu mapa como de uma pessoa comum e, no entanto, estava olhando para o céu de uma das maiores estrelas do cinema.


Na ocasião ele estava com 63 anos, mas mantinha o vigor ariano de um dançarino sereno, com uma presença tipo Zen, de muitas poucas palavras. Depois soube que era praticante de meditação.

Sem muitos questionamentos, ele ouvia muito atento o que estava sendo dito e parecia estar absorvendo tudo com tranquilidade, até que num determinado momento do encontro de leitura, mostrei onde ele estava na sua Curva de Saturno: Fase ½ - "insatisfação e descontentamento", quer dizer, não deveria estar feliz com os desdobramentos do "sets" de gravação. Não fez nenhuma menção a nada, então sinalizei que o ponto mais alto da curva, a Fase 4, seria dali a cerca de 10 anos (2007), como que dizendo, "o melhor da sua vida ainda não aconteceu". Terminada a consulta, respeitosamente nos despedimos.


Confesso que sou meio desligado, e que só fui me dar conta de quem era Alan Arkin quando, 10 anos mais tarde, fui com minha amiga Lilian à Sala Laura Alvim, assistir um dos filmes mais encantadores que já vi, e que está entre os meus Top 10 do cinema: "Pequena Miss Sunshine". Foi dentro do cinema que “caiu a ficha”, quando falei para ela:

- fiz o mapa deste ator!

Ela virou-se para mim e disse:

- Você e metido!? Ele acabou de ganhar o Oscar!

Nossa, não imagina como me senti: - como se tivesse ganho o Oscar também.

Mas não foi isso, ter tido a oportunidade de fazer o mapa de uma celebridade que ganhou um Oscar, o que fez a maior diferença na minha vida de astrólogo.

Foi que ao sair do cinema – fui pesquisar nos meus alfarrábios o mapa que tinha feito em 1997, e ver a aplicação das Curvas de Saturno e na biografia do ator a sua trajetória artística. Fiquei estarrecido com a precisão das datas. Alan Arkin foi um dos poucos atores que teve a indicação ao prêmio na sua primeira aparição no cinema, no filme “Os Russos estão chegando”, fazendo um hilário papel de um marinheiro soviético, na época da Guerra Fria, em 1966.

A sua premiação em 2007, dez anos depois de nosso encontro no Rio, acredito, que não foi apenas pela performance do avô, desbocado e louco, que morre no filme por abuso de drogas, mas, na minha percepção – pelo conjunto da obra. Tem uma cena no filme “Pequena Miss Sunshine” que é um dos momentos mais ternos, comoventes e poderosos de ressignificação para a vida de uma criança – e foi aonde – para mim – que ele ganhou o Oscar... Quando, contracenando com Abigail Breslin – no papel de sua netinha, Olive - num estado de insegurança, ela diz para ele que está chorando porque está morrendo de medo de perder. Então ele pergunta: - Por quê? Ela diz que “papai detesta perdedores...” Então ela fala para ela o que talvez, ao longo de toda sua vida corajosa, como ariano de ascendente em Aquário, falou para si mesmo: - Perdedor? “Perdedor é alguém que tem tanto medo de não vencer que nem tenta. Você está tentando, certo?”

Foi justo neste filme que Alan Arkin foi premiado, por ser o grande vencedor que nasceu para ser. Já havia sido indicado 4 vezes ao Oscar. Continuou tentando, certo? Alan Arkin acabava de fechar o 4o anel de Saturno, 89 anos - privilégio que poucos mortais alcançam, dentro de um “signo disruptivo de Urano” – regente da vida e de seu ascendente. Mas o que mais me chamou a atenção – e que fez a grande diferença na minha vida profissional, não foi nada disso. Foi o fato dele ter me levado a ver a precisão das datas da sua Curva de Saturno: na ocasião que o conheci, eu ainda engatinhava na aplicação do método. Alan Arkin chegava à fase 4 da Curva – a crista da onda, o ponto mais alto do ciclo de Saturno, entre agosto de 2006 e julho de 2007; o filme estreia em 20 de outubro de 2006 – durante uma “época excitante” de Júpiter, que ocorreu exato em 8 de outubro ///9ª faixa de duração deste “signo” é de um mês antes e um mês depois” - quando o “sinal fica verde” e portas se abrem, e a pessoa avança.

Mas a maior precisão ainda não é esta. É quando, em seguida, há outro Signo Excitante, e desta vez de Netuno (exato: 22 de fevereiro) – sabe qual o dia em que foi a entrega do Oscar?

- 25 de fevereiro de 2007!

Na certa, que se naquela ocasião, em 1997 - eu soubesse o ator que era Alan Arkin, teria suposto a possibilidade de ganhar o Oscar aos 73 anos. Com estrela - Estava escrito nas estrelas. Que siga a Luz de sua Estrela!


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